Melancolia & depressão de fim de ano

   O período de fim de ano para a maioria das pessoas é uma época divertida do ano, cheia de celebrações e festas com amigos e família, mas para muitas pessoas também é uma época cheia de tristeza, autorreflexão, solidão e ansiedade.

   Esses tipos de sensações são mais comuns do que se imagina, segundo psicólogos. Ela está relacionada ao balanço pessoal que é feito na fase, quando cada um tenta descobrir o quanto avançou em relação às metas estabelecidas no ano anterior ou durante o ano. O resultado dessa reflexão nos faz sentir mais ou menos pressionados, mais ou menos tristes ou melancólicos. O fim de ano também trás a memória de outras festas, de familiares e amigos que se foram (“É o primeiro Natal sem meu pai”) e de momentos mais favoráveis, principalmente envolvendo a situação financeira (“Mais um fim de ano chega e ainda não consegui minha casa própria”). 

   Outras fontes comuns da melancolia de fim de ano incluem: estresse (por conta da vida pessoal, situação de trabalho, etc); fadiga; comercialização intensa da época de Natal; estresse financeiro e não poder estar com a família e amigos durante essa época. Balancear as demandas de festas, compras de Natal, obrigações de família e convidados pode contribuir com os sentimentos de tensão e sufocamento. Pessoas que não se consideram depressivas podem desenvolver respostas de estresse como dores de cabeça, comer e beber excessivamente e insônia.

   Alguns indivíduos podem experienciar melancolia pós-Ano Novo, que pode resultar de expectativas acumuladas e decepções relacionadas ao ano anterior, juntamente com estresse e fadiga.

 Quem é mais suscetível a ficar deprimido no final do ano? – por Joel Rennó

  Os quadros de depressão no fim de ano são muito comuns, podendo aparecer, particularmente, entre pessoas que têm dificuldades para aceitar mudanças no ritmo e nas circunstâncias de sua vida. Há vários contextos e situações de vida que incidem neste período e que funcionam como gatilhos para o estresse: memórias remotas negativas, lutos e feridas psicológicas ainda latentes e dolorosas podem contribuir para a depressão nesse período.

   É comum que em determinadas épocas do ano, as pessoas reajam de maneira diferente, em consequência aos determinados estímulos que a estação do ano, épocas comemorativas, férias, bem como fim e início de ano. Muitas vezes sentem-se eufóricas, cheias de esperança; mas, em outras, ficam mais recolhidas e pensativas, com o humor deprimido, algumas sentem dificuldade de sair da cama, ou aumentam o consumo de massas e chocolates (alimentos precursores de serotonina). Outro sintoma comum costuma ser a falta de motivação para realizar as funções básicas do dia a dia. Muitas pessoas não se sentem felizes com o advento do Natal e do Ano Novo, e sua tristeza, contextual e localizada, a faz sentir culpada por não conseguir achar graça em comemorar algo que todos estão comemorando.

    Banalização

    Muitos profissionais não acreditam que esses sintomas são motivos para procurar um médico, pois consideram que: “a pessoa está tristinha” e “um pouquinho desanimada”. A questão é: Quem se responsabiliza pelas proporções que esse estado de desânimo pode chegar? Como profissionais da área da saúde mental podem qualificar e banalizar sentimentos das pessoas? Como autorizar aquele que sofre a deixar de lado seu sentimento, legitimando sua tristeza como “menor” ou “não tão grave”?

    É muito importante que a depressão de fim de ano, ou não, seja diagnosticada e orientada por profissionais das áreas competentes e responsáveis. Temos todos que ficar atentos. Profissionais, familiares, amigos e até mesmo aqueles que estão passando por tal situação. Justificar como sendo comum ficar triste no Natal ou no fim de ano, é o mesmo que abandonar ao mero acaso tal sofrimento, sendo que a medicina e a psicologia, atualmente, possuem recursos com poucos efeitos colaterais e eficazes – para casos específicos e contextuais.

   Sentimentos de depressão podem ser altamente danosos à saúde

   Os sintomas de depressão podem ser altamente danosos à saúde, um exemplo é o fato do consumo ou da compulsão por carboidratos, açúcares e álcool, que além do aumento de peso, traz consigo problemas cardíacos, risco de diabetes, dependência e outras doenças, além do comportamento distorcido de que tais ações tranquilizam e miniminizam a dor.

   Caso você tenha qualquer sintoma melancólico ou depressivo, procure ajuda médica, pois quanto antes seu diagnóstico for detectado, mais rápido será o tratamento e, consequentemente, o alívio do sintoma.

Quem é mais suscetível a ficar deprimido no final do ano?, por Joel Rennó (2015). Em: E+ Estadão.

Holiday Depression and Stress, WebMD.

Depressão ou melancolia de fim de ano é comum; saiba como aliviar, por Gabriela Guimarães e Rita Trevisan (2017). Em Universa UOL.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *