1º de Dezembro: 30 anos do Dia Mundial de Luta Contra a AIDS

Há 30 anos, aids era sinônimo de morte. O preconceito e o medo eram transmitidos com a mesma rapidez do HIV. Em 1988, foi criado o Dia Mundial de Luta contra a Aids. O 1º de dezembro se tornou um marco na resposta global à epidemia. Hoje é possível viver com HIV. O diagnóstico e o tratamento evoluíram. Os efeitos colaterais dos medicamentos foram reduzidos. Além da camisinha, existem novas estratégias de prevenção.

Essa história continua e o Ministério da Saúde lançou neste ano a campanha “30 ANOS DO DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS – UMA BANDEIRA DE HISTÓRIAS E CONQUISTAS.

        #DiaMundial30Anos, em Portal do Ministério da Saúde


 

O Brasil chega aos 30 anos de luta contra o HIV e aids com registro de queda no número de óbitos por aids no país. Segundo o novo Boletim Epidemiológico, divulgado nesta terça-feira (27/11), em quatro anos, a taxa de mortalidade pela doença passou de 5,7 por 100 mil habitantes em 2014 para 4,8 óbitos em 2017. A garantia do tratamento para todos, lançada em 2013, e a melhoria do diagnóstico contribuíram para a queda, além da ampliação do acesso à testagem e redução do tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento.

O que é HIV?

HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Ele é o causador da aids, e ataca o sistema imunológico, que é responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+ – o HIV altera o DNA dessa célula e faz  cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar o processo de infecção. Ter o HIV não é a mesma coisa que ter aids.

Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença, porém, podem transmitir o vírus a outras pessoas pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação, quando não tomam as devidas medidas de prevenção. Por isso, é sempre importante fazer o teste e se proteger em todas as situações.

Prevenção

O preservativo, ou camisinha, é o método mais conhecido, acessível e eficaz para se prevenir da infecção pelo HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), como a sífilis, a gonorreia e também alguns tipos de hepatites. Além disso, ele evita uma gravidez não planejada.

Existem dois tipos de camisinha: a masculina, que é feita de látex e deve ser colocada no pênis ereto antes da penetração; e a feminina, que é feita de latex ou borracha nitrílica e é usada internamente na vagina, podendo ser colocada algumas horas antes da relação sexual, não sendo necessário aguardar a ereção do pênis.

   Os preservativos masculino e feminino são distribuídos gratuitamente em qualquer serviço público de saúde. Caso você não saiba onde retirá-los, ligue para o Disque Saúde (136). A retirada gratuita de preservativo nas unidades de saúde é um direito seu; por isso, não devem ser impostas quaisquer barreiras ou condições para que você os obtenha. Retire quantos preservativos masculinos ou femininos você julgar que necessite.

Testes

   O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza teste rápidos para a detecção do vírus nas unidades de saúde do país. Em 2018, foram distribuídos 12,5 milhões de unidades. Como a detecção do vírus impacta no início precoce do tratamento, a partir de janeiro também haverá na rede pública a oferta do autoteste de HIV para populações-chave e pessoas/parceiros em uso de medicamento de pré-exposição ao vírus. No ano que vem, serão distribuídas 400 mil unidades, inicialmente como um projeto piloto nas cidades de São Paulo, Santos, Piracicaba, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e São Bernardo do Campo, Rio de Janeiro, Curitiba, Florianópolis, Salvador, Porto Alegre, Belo Horizonte, Manaus.

Quando fazer o teste de HIV?

   O teste de HIV deve ser feito com regularidade e sempre que você tiver passado por uma situação de risco, como ter feito sexo sem camisinha. É muito importante que você saiba se tem HIV, para buscar tratamento no tempo certo, possibilitando que você ganhe muito em qualidade de vida. Procure um profissional de saúde e informe-se sobre o teste.

Onde fazer o teste?

O SUS disponibiliza gratuitamente o teste de HIV, sífilis e hepatites B e C. Procure uma unidade básica de saúde da rede pública ou os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA).

Os exames podem ser feitos de forma anônima. Nos CTA, além da coleta e da execução dos testes, há um processo de aconselhamento, para facilitar a correta interpretação do resultado pelo(a) usuário(a). Também é possível saber onde fazer o teste pelo Disque Saúde (136). Além da rede de serviços de saúde, você também pode fazer o teste de HIV por meio de uma Organização da Sociedade Civil, pelo Programa Viva Melhor Sabendo. Procure um profissional de saúde e informe-se sobre os testes.

Em caso de resultado positivo, o Ministério da Saúde orienta que o usuário busque o serviço de saúde para testes complementares. Nas caixas de autoteste de HIV, distribuído pelo SUS, haverá um número 0800 do fabricante para tirar dúvidas e dar orientações aos usuários. Este serviço funcionará 24 horas e 7 dias por semana. Além disso, o usuário pode tirar dúvidas pelo Disque Saúde 136 e no site www.aids.gov.br/autoteste.

   No Brasil, todas as pessoas diagnosticadas com HIV recebem tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde. O tratamento traz vários benefícios: diminui as complicações relacionadas às infecções pelo HIV, reduz  a transmissão do vírus, melhora a qualidade de vida da pessoa e diminui a mortalidade.

Os medicamentos antirretrovirais (ARV) surgiram na década de 1980 para impedir a multiplicação do HIV no organismo. Esses medicamentos ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico. Por isso, o uso regular dos ARV é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV e reduzir o número de internações e infecções por doenças oportunistas. Desde 1996, o Brasil distribui gratuitamente os ARV a todas as pessoas vivendo com HIV que necessitam de tratamento.

   O tratamento também tem a finalidade de prevenir a transmissão do HIV. Isso porque os medicamentos antirretrovirais reduzem a quantidade de vírus circulante no corpo da pessoa vivendo com HIV, fazendo com que esta alcance a chamada “carga viral indetectável”. Pessoas que vivem com HIV com carga viral indetectável têm uma possibilidade insignificante de transmitir o vírus para outra pessoa em relações sexuais desprotegidas.

Mais informações

Para mais informações e aconselhamento psicossocial, servidores da Universidade do Estado do Pará podem ir até o Núcleo de Apoio ao Servidor (NAS), localizado na Tv. Perebebuí, nº 2623, esquina com a Av. Almirante Barroso, no Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) da UEPA, segundo andar do Bloco B, última porta à esquerda.

Acesse o site da campanha de 30 anos de luta contra a AIDS clicando aqui.

Acesse o site do departamento de Vigilância, Prevenção e Controle de Infeccções Sexualmente Transmissíveis (IST), HIV/Aids para mais informações.

Acesse o Boletim Epidemiológico HIV/Aids 2018 clicando aqui.


Fontes: Garantia de tratamento para todos reduz 16% casos e óbitos de aids no país. Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais. Disponível aqui.

Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais. Disponível aqui.

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