A MEDICINA SOCIAL COMO BASE PARA UMA BIOPOLÍTICA: LASTRO, EMERGÊNCIA

Felipe Sampaio de Freitas

Resumo


A temática da vida, dentre tantos outros temas presentes na obra de Michel Foucault, possui profundo destaque,
emergindo através de suas análises históricas, em torno da interpretação dos mais variados momentos da
humanidade. É factual que, a partir da década de setenta, Foucault tenha nutrido profundo interesse pelo
entrelaçamento entre a análise do discurso, ou seja, estruturas de formações discursivas, de formação de enunciados;
com questões relativas ao poder e à verdade, no âmbito institucional, e, mais tarde, no macro aspecto da população.
Isto deu espaço, assim, para a análise da vida sob os termos conhecidos por biopolítica e biopoder. Apesar destes
termos serem desenvolvidos com mais frequência em obras como Histoire de la Sexualité I: la volonté de savoir
(1976); ou nos cursos Il faut défendre la société (1975/76); Securité, Territoire, Population (1977/78); Naissance de

la biopolitique (1978/79), Foucault já tinha tratado a respeito deles, anteriormente, em 1974, quando de sua
passagem pelo Brasil, para divulgar uma série de estudos acerca da história da medicina, na Universidade Estadual
do Rio de Janeiro. Esta ocasião é muito cara a nós, para o objetivo que se tem com esta apresentação que é o de
esclarecer os principais pontos do início deste termo (a biopolítica) na obra de Foucault, a fim de averiguarmos
como a discussão sobre a medicina é um forte viabilizador, "pedra-de-toque", para o lastro de sua obra. Para isto,
serão utilizados principalmente os textos iniciais em que dá-se vazão ao termo, qual seja, "Crise da medicina ou
crise da antimedicina?" e o famoso "O Nascimento da medicina social".


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