O TEMPO POÉTICO E A POÉTICA DO TEMPO

Messias Lisboa Gonçalves, Antônio Máximo Ferraz

Resumo


O tempo não se encerra em conceitos ou se limita a algum estudo sistemático, pelo contrário, o tempo extrapola as
especulações e se apresenta ao homem enquanto uma questão desde os tempos mais remotos e até hoje nos
questiona, e nos solicita um exercício de escuta. Desta forma, o tempo que o homem intentou controlar por meio de
um relógio contador não pode ser comensurado, uma vez que existe uma concepção de tempo que se estende e se faz
presente nas ações do próprio homem, fugindo assim de qualquer medição ou cálculo. Diante disso, o objetivo
fulcral deste estudo é pesquisar o entendimento de tempo poético. Assim, Martin Heidegger (2005) nos explica que
tempo é presença, o tempo é poético, o tempo é acontecer, e o tempo é destinado a cada ser vivente, neste sentido o
tempo é vida sendo. Então, toda a história do pensamento sobre o que é o tempo, ainda, não terminou e talvez nunca
termine, visto que há algo no tempo que não pode ser captado pelos ponteiros dos relógios e nem o homem consegue
acompanhar o transcorrer constante do tempo, já que o tempo permanece e se faz presente. Para realizar este intento,
buscamos especialmente em Martin Heidegger (1889-1976) e Henri Bergson (1859-1941) um diálogo que permita
pensar a questão do tempo.


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