O DEBATE ENTRE A TEORIA DO CONHECIMENTO CARTESIANA E A TOMISTA

Ian Silveira Pompeu

Resumo


O resumo atual trata de parte da obra "Filosofia moderna y filosofia tomista" de Nícolas O. Derisi, sobre a
gnosiologia cartesiana e a tomista, comprovando a maior completude da última para seu objetivo. Para tal, Derisi
demonstra que a tentativa de inovar a teoria do conhecimento por Descartes não foi bem-sucedida, implicando em
um método que ignora parte da natureza ontológica do objeto que pretende-se conhecer. Ora, se o conhecimento é
frustrado por um ato humano, é possível identificar o que leva a este e alterar o caminho, podendo-se compreender
com plenitude a relação entre homem e realidade. O tomismo defende a formação do conhecimento a partir dos
sentidos, passando pela inteligência passiva, a ativa até o verbo mental, concordando com o "fieri aliud in quantum
aliud" e discordando do método que constrói o "cogito ergo sum" cartesiano e seu pressuposto de dúvida universal,
pela necessidade do Ser até no duvidar. A escolha destas duas correntes não significa que são as únicas existentes,
mas as que parecem ser as principais ainda utilizadas pela complexidade de cada. Com efeito, a pretensão de
demonstrar a completude de uma teoria gnosiológica é para que os debates práticos facilitem-se diante da atual
discordância moral que, por vezes, impossibilita uma discussão. Desse modo, pode-se auxiliar cada pessoa a
descobrir a relação do "eu" com a realidade a partir do entendimento verdadeiro entre esta e aquele.


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