A CENSURA NO DISCURSO: UMA ANÁLISE DOS BENS HUMANOS DO CONHECIMENTO E DA AMIZADE

João Renato Rodrigues Siqueira

Resumo


Abordar-se-á a relação entre a censura e os bens humanos básicos da amizade e do conhecimento, conforme
apresentados por John Finnis. O conhecimento é compreendido como a capacidade de identificar a conexão entre as
perguntas realizadas e as respostas obtidas, criando diversas possibilidades. Enquanto que a amizade é um conjunto
de esforços que vão desde a garantia do necessário à convivência harmoniosa até o desenvolvimento de uma
amizade plena. Após conceituá-los, ater-se-á a relação entre aqueles e o discurso, o qual, possui condições para
realizar-se. Estas são: conhecimento, boa vontade e franqueza. O conhecimento constitui-se numa educação sólida e
abrangente; a boa vontade significa tratar as partes do discurso com a consideração que se tem com os amigos; e, a
franqueza que é compreendida como o ato de adentrar no diálogo de forma humilde, reconhecendo suas
contradições sem fingir concordância. Estas condições traduzem-se no respeito ao cnhecimento e a amizade.
Entretanto, alguns participantes do diálogo fecham-se em padrões comportamentais e não dispõem-se a criticá-los
ou abandoná-los. Para Finnis, esta postura deve ser evitada, mas os participantes não devem ser excluídos do
diálogo. Ao contrário, enquanto estiverem dispostos a ouvir, deve-se explicar a eles, pois o valor da amizade é
baseado no reconhecimento mútuo e no respeito aos bens humanos. Logo, a censura prévia não favorece o diálogo e,
portanto, viola o bem humano básico da amizade, devendo ser evitada.


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