• Portugal e o Pará estreitam cooperação acadêmica

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A relação acadêmica entre Para e Portugal está cada vez mais estreita. Para celebrar e dar visibilidade às pesquisas realizadas graças à esta parceria, a Universidade do Estado do Pará (Uepa) realizou durante todo o dia de hoje o II Seminário Científico de Cooperação Luso Brasileira, no auditório da UEAFTO, no Centro de Ciências Biológicas e Saúde (CCBS). O evento reuniu pesquisadores paraenses e portugueses, que trocaram experiências e muita informação.

A mesa de abertura do evento contou com a presença do reitor Rubens Cardoso; do vice-cônsul de Portugal, Francisco Brandão; da pró-reitora de Extensão, Mariane Franco; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Renato Teixeira; da curadora do Herbário MFS, Flávia Lucas; e da coordenadora de Relações Internacionais da Uepa, Luzia Jucá.

O crescimento anual no número de universitários paraenses buscando estudo em Portugal é uma das maiores provas que a aproximação entre o país e o Pará vem dando frutos. “O intercâmbio é uma experiência única em um mundo cada vez mais interligado. A Amazônia é uma área de interesse acadêmico para os pesquisadores portugueses e essa troca deve ser muito incentivada”, avaliou Brandão.

Para o reitor da Uepa, esse é o momento para que o Pará transforme em realidade todo o potencial que sempre lhe foi atribuído. “As parcerias precisam ser buscadas e um parceiro nada mais é do que um sócio. Nessa relação, devemos buscar complementaridade de ações e convergência de interesses”, disse. Ele ressaltou ainda um dos desafios de sua gestão: o de levar a pós-graduação para todos os campi do Pará. “Temos o compromisso de ir à frente do nosso tempo e formar material humano qualificado em todas as regiões do Estado”, concluiu.

Precursora da parceria e uma das organizadoras do evento, a professora Flávia Lucas frisou o crescimento da parceria nestes dois anos. “Começamos em 2015, quando fui a Portugal para o meu doutorado. Naquele momento, apenas a pós-graduação em Ciências Ambientais participava da cooperação. Atualmente, temos a pós-graduação em Ciências da Religião e Cirurgia Experimental envolvidos nessa troca, o que é muito gratificante”, contou.

A primeira palestra do evento foi ministrada pelo professor português Donizete Rodrigues, que está na Uepa em uma cooperação com o mestrado em Ciência da Religião. Com o tema “Medicina Popular: a dimensão religiosa no processo de cura”, a apresentação buscou traçar um paralelo entre o xamanismo, a bruxaria de origem católica – ainda praticada em regiões de Portugal – e a cura evangélica, em um desafio que ele classificou como “uma inquietação epistemológica”. O professor permanecerá em Belém até o início de 2018, buscando compreender o poder curativo da fé na cultura amazônica.

Durante o período da tarde, a professora Lourdes Garcez, do Instituto Evandro Chagas foi responsável pela conferência “Novas Abordagens na Pesquisa Epidemiológica na Amazônia”. Em seguida, a mesa redonda “Sociobiodiversidade e Inovação em Saúde”, comandada pelos professores Anderson Lima, Manoel Ribeiro e Flávia Lucas, encerrou o evento.

 

Texto: Fernanda Martins

Fotos: Nailana Thiely

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